Fã de Anitta, Gabily minimiza preconceito sobre mulheres na música: ‘Não sinto mais’ - Tupi Martim

Resumo

sábado, 3 de março de 2018

Fã de Anitta, Gabily minimiza preconceito sobre mulheres na música: ‘Não sinto mais’

Domingo, 04 de Março de 2018

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Recentemente, a cantora Anitta falou durante participação no prêmio Lo Nuestro, nos EUA, que quando iniciou “eram apenas homens e agora temos várias mulheres cantando também e algumas comigo". 

"Estamos fazendo coisas juntas, e quando me pedem ajuda, ajudo sempre'', garantiu a artista. Aqui no Brasil, muita gente interpretou as aspas de forma equivocada, chamando-a até de prepotente. Porém, o que a artista quis dizer é que o funk, ritmo de sua origem, era predominado por homens. Não é mentira. 

A projeção nacional deste estilo musical era figurada por representantes masculinos e, após sua chegada, nomes como Ludmilla, Valesca e Lexa conseguiram crescer no mercado. 

É aquela história de um “ir puxando o outro”. É com essa lógica que surge Gabily. A carioca de 23 anos, que vem buscando expandir seu trabalho pelo país, bateu um papo com o Bahia Notícias e reconheceu que hoje o mercado musical está mais aberto. 

“Não sinto mais tanta dificuldade. Acho que a mulher tem levantado a bandeira de quem está conseguindo. 

Agora está mais fácil, pois ficamos em evidência. Antigamente tinha muito mais preconceito, de sermos taxadas como uma qualquer porque está ali dançando e rebolando. 

Acredito que as pessoas evoluíram essa parte. A galera já vê como uma arte, forma de se expressar. 

Claro que em outras profissões não é assim, mas na música já foi mais difícil”, admitiu. Com essa consciência mercadológica, a cantora constatou que a grande questão é acertar na música. 

“Tudo é muito versátil. Você não escolhe quem faz sucesso, não se constrói uma artista. Hoje, tem gente que lança uma música na internet e vira sucesso, como a Jojo Todynho. É mais a música do que tudo”, advertiu.



Focada no público LGBT por ser uma “bandeira que defendo desde sempre, pois tenho um irmão gay”, Gabily diz ter como inspirações Beyoncé, Ariana Grande, Alicia Keys, Anitta, Gonzaguinha e Raul Seixas. Da Bahia, é fã declarada de Léo Santana. 

“Desde a época do Parangolé. É um artista que me inspiro muito e que tem a estrada muito limpa. Nunca soube de nada dele, sabe? Muito humilde. Sempre me tratou da mesma forma. 

Ele está explodindo muito no Rio, o que não acontecia antes lá. Acho que gosto dele, pois faz uma releitura do funk. Me sinto em casa, mas com o ritmo diferente”, confessou. 

A artista, que foi criada na igreja evangélica, começou a cantar aos 7 anos e demorou um tempo para ser reconhecer na carreira musical. 

“A minha educação religiosa não permitia pintar unha, usar short... custei a entender que uma coisa não tinha relação com a outra. 

Que essas limitações foram criadas pelos homens, pois na Bíblia manda a gente vir como estamos e não olhar nossas vestimentas. Depois, fiquei com a cabeça mais tranquila e passei a cantar e seguir com minha fé”, explicou. 

Após tal concepção, foi descoberta para “ocupar” a lacuna do funk deixada por Perlla, que virou evangélica, e por Anitta, que migrou para o pop. 

“Então, a ideia era um funkpop. Porém, o caminho foi para o outro lado, que é totalmente pop. 

Agora, esse meu novo projeto é de funk. Para fazer o que não tivemos no início”, lembrou a cantora, que lançará esse “trabalho reverso” no próximo dia 21. 

A música chama-se “Toma” e o clipe foi gravado no Rio de Janeiro, inspirado no vídeo “Dance Foy You”, de Beyoncé. 



Muitos dos admiradores que tem aqui na Bahia já vem da amizade com Lucas e Orelha, com quem gravou a faixa “Se Liga”. 

“Somos do mesmo escritório. Então, a primeira pessoa que eles conheceram do ramo fui eu. Apoiei muito no início e viramos grandes amigos. 

Não nos desgrudamos mais, é como uma família. A gente tá sempre junto”, comemorou. Por falar em início, ela tem consciência que esse momento de expansão é complicado. 

“Quando a galera não te conhece, nem te reconhece como alguma coisa é difícil. 

Não é fácil ter portas abertas, porque é mais complicado quando o artista precisa da plataforma. 

Porém, com a ajuda de algumas pessoas, estamos conseguindo quebrar barreiras e aparecer em diversos lugares, fazendo participações. 

É um trabalho de formiguinha, não tenho raiva de quem não abre as portas, pois também entendo o lado de lá. Uma hora  a gente chega lá”, pontuou com positividade. 

E é com essa mensagem que ela quis encerrar a entrevista. O maior ensinamento que Gabily quer passar para os fãs é de “que existem pessoas que não se deixam levar pela fama”. 

“Peço muito a Deus para que não mude as minhas maneiras. Quero quebrar esse tabu de ‘o artista quando precisa é uma coisa, depois que consegue vira outra’, sabe? 

Quero continuar com os pés no chão e mostrar que sou gente igual a eles. Para eles entenderem que se eu não puder falar com eles não foi por não querer”.  Além da música nova, Gabily irá lançar um EP até abril com 6 músicas. 

Fonte: Bahia Notícias
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